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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Gabriela Sabatini - Gabriela Sabatini

Não se iluda com o preço camarada e a embalagem feiosa. Esse é um perfume de respeito!

     Lembro-me de ouvir falar desse perfume em tom saudosista (eu só conheço gente mais velha que gosta dele) e na minha cabeça construí toda uma figura pra ele: uma senhora de meia-idade fumante, bebendo gin e o perfume se misturando com o cheiro do álcool do gin e isso não é lá uma imagem muito estimulante. Odeio a embalagem. Parece um reparador de pontas barato, essa cor amarela me desanima, a caixa roxa também não é lá grande coisa... só imaginava uma coisa: álcool, muito álcool.



     E não estava totalmente enganada quando pensei no álcool. Na primeira borrifada os aldeídos gritam e esse não é um perfume pra se usar em demasiado. Duas borrifadas dão conta e como ele evolui! As notas de coração que em mim se destacaram foram as de um buquê de jasmim, lírio, flor de laranjeira (apenas a flor, nada  a ver com a fruta!) alguma coisa como rosa e no fundo uma baunilha agradável, muito levemente doce. Passei o dia com o colarinho da camisa pólo com um cheirinho confortante, fino. Sim, fino, do tipo advogada prestes a ganhar uma causa ou uma mulher que vai a um encontro não para agradar, mas para ser agradada. 



     Este é um caso clássico de que perfume é uma coisa muito pessoal e cada pele gera uma reação diferente: em algumas pessoas é só o álcool que impera, o buquê e a baunilha não aparecem e a sensação de tia-cigarro-gin é eterna. Uma pena que não foram escolhidos por Gabriela. Fico feliz por ela ter me escolhido.



OBS: o perfume é inspirado na tenista, mas de forma alguma esta fragrância é esportiva. É muito mais noturna e invernal, mas tem uma certa versatilidade e se usada em dose homeopática é bem usável durante o dia (ar condicionado, ok? Nada de levar Gabriela pro sol escaldante!)


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